OS MOVIMENTOS SOCIAIS E A PERSPETIVA DA ALTERNÂNCIA EM ANGOLA
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No último sábado, tivemos a octogésima quinta (85) edição do programa Cidadania Em Acção enquadrado no Projecto Promovendo o Engajamento Cívico aos Jovens, financiado pela National Endowment for Democracy (NED).
O programa contou com as intervenções de Geraldo Ndala, Salomão Mpanzu e Araci Moniz que abordaram o tema: "OS MOVIMENTOS SOCIAIS E A PERSPETIVA DA ALTERNÂNCIA EM ANGOLA"
Durante o debate, os convidados destacaram que os movimentos sociais surgem da necessidade de transformação da sociedade e da participação ativa dos cidadãos na vida pública. Para Geraldo Ndala, os movimentos sociais representam ações coletivas organizadas, desenvolvidas ao longo do tempo, com o objetivo de reivindicar direitos, denunciar injustiças e pressionar por mudanças sociais. Segundo o ativista, numa sociedade democrática, os movimentos sociais desempenham um papel fundamental na defesa das liberdades civis, da liberdade de manifestação, associação e participação política.
Já Salomão Mpanzu fez uma abordagem histórica dos movimentos sociais em Angola, recordando que desde o período colonial sempre existiram formas de organização popular voltadas para a luta por direitos e pela soberania dos povos africanos. O sociólogo destacou que os movimentos que antecederam os atuais partidos políticos contribuíram diretamente para o alcance da independência nacional em 1975. Contudo, lembrou que entre 1975 e 1992 houve um forte silenciamento dos movimentos sociais, marcado por limitações às liberdades fundamentais. Com a abertura democrática dos anos 90 e o reconhecimento constitucional do direito de associação e manifestação, os movimentos sociais voltaram a ganhar espaço na sociedade angolana.
Ao longo da conversa, os convidados também refletiram sobre os desafios enfrentados atualmente pelos movimentos sociais em Angola. Entre os principais problemas apontados estiveram a falta de união, a ausência de objetivos claros e a desorganização interna de muitos grupos e organizações da sociedade civil. Geraldo Ndala criticou a fragmentação dos movimentos e alertou para aquilo que classificou como “confusão na luta”, afirmando que muitos grupos não possuem uma agenda bem definida nem uma visão comum sobre os objetivos que pretendem alcançar.
A questão da alternância política também esteve no centro do debate. Os participantes foram unânimes em afirmar que a alternância não é responsabilidade direta dos movimentos sociais, mas sim dos partidos políticos através do processo eleitoral. Ainda assim, reconheceram que os movimentos sociais podem criar consciência coletiva, mobilizar cidadãos e pressionar por reformas sociais e políticas que contribuam para um ambiente democrático mais saudável. Para os convidados, os movimentos devem concentrar-se na promoção da cidadania, na defesa da justiça social e dos direitos humanos, evitando instrumentalização partidárias.
Por sua vez, Araci Moniz apresentou a visão do Movimento Cívico Fazemos, explicando que a organização nasceu da necessidade de transformar cidadania em ações concretas, apostando na participação democrática, transparência, responsabilidade social e aproximação das comunidades. A coordenadora nacional reforçou que os movimentos cívicos não substituem os partidos políticos, mas desempenham um papel importante na educação cívica e no fortalecimento da consciência política dos cidadãos, contribuindo assim para uma sociedade mais participativa.
Em conclusão os convidados deixaram claro que os movimentos sociais continuam a ser instrumentos importantes para a defesa dos direitos fundamentais e para o fortalecimento da democracia em Angola. E ainda, ressaltaram a necessidade de maior organização, definição de objetivos comuns e compromisso genuíno com os interesses da população, para que a sociedade civil consiga exercer um papel mais forte e consistente na transformação social do país.
Na apresentação esteve, Ruth Francisco.
O compromisso está marcado para todos os sábados das 17h às 18h na 91.0 FM Rádio Despertar.
O programa contou com as intervenções de Geraldo Ndala, Salomão Mpanzu e Araci Moniz que abordaram o tema: "OS MOVIMENTOS SOCIAIS E A PERSPETIVA DA ALTERNÂNCIA EM ANGOLA"
Durante o debate, os convidados destacaram que os movimentos sociais surgem da necessidade de transformação da sociedade e da participação ativa dos cidadãos na vida pública. Para Geraldo Ndala, os movimentos sociais representam ações coletivas organizadas, desenvolvidas ao longo do tempo, com o objetivo de reivindicar direitos, denunciar injustiças e pressionar por mudanças sociais. Segundo o ativista, numa sociedade democrática, os movimentos sociais desempenham um papel fundamental na defesa das liberdades civis, da liberdade de manifestação, associação e participação política.
Já Salomão Mpanzu fez uma abordagem histórica dos movimentos sociais em Angola, recordando que desde o período colonial sempre existiram formas de organização popular voltadas para a luta por direitos e pela soberania dos povos africanos. O sociólogo destacou que os movimentos que antecederam os atuais partidos políticos contribuíram diretamente para o alcance da independência nacional em 1975. Contudo, lembrou que entre 1975 e 1992 houve um forte silenciamento dos movimentos sociais, marcado por limitações às liberdades fundamentais. Com a abertura democrática dos anos 90 e o reconhecimento constitucional do direito de associação e manifestação, os movimentos sociais voltaram a ganhar espaço na sociedade angolana.
Ao longo da conversa, os convidados também refletiram sobre os desafios enfrentados atualmente pelos movimentos sociais em Angola. Entre os principais problemas apontados estiveram a falta de união, a ausência de objetivos claros e a desorganização interna de muitos grupos e organizações da sociedade civil. Geraldo Ndala criticou a fragmentação dos movimentos e alertou para aquilo que classificou como “confusão na luta”, afirmando que muitos grupos não possuem uma agenda bem definida nem uma visão comum sobre os objetivos que pretendem alcançar.
A questão da alternância política também esteve no centro do debate. Os participantes foram unânimes em afirmar que a alternância não é responsabilidade direta dos movimentos sociais, mas sim dos partidos políticos através do processo eleitoral. Ainda assim, reconheceram que os movimentos sociais podem criar consciência coletiva, mobilizar cidadãos e pressionar por reformas sociais e políticas que contribuam para um ambiente democrático mais saudável. Para os convidados, os movimentos devem concentrar-se na promoção da cidadania, na defesa da justiça social e dos direitos humanos, evitando instrumentalização partidárias.
Por sua vez, Araci Moniz apresentou a visão do Movimento Cívico Fazemos, explicando que a organização nasceu da necessidade de transformar cidadania em ações concretas, apostando na participação democrática, transparência, responsabilidade social e aproximação das comunidades. A coordenadora nacional reforçou que os movimentos cívicos não substituem os partidos políticos, mas desempenham um papel importante na educação cívica e no fortalecimento da consciência política dos cidadãos, contribuindo assim para uma sociedade mais participativa.
Em conclusão os convidados deixaram claro que os movimentos sociais continuam a ser instrumentos importantes para a defesa dos direitos fundamentais e para o fortalecimento da democracia em Angola. E ainda, ressaltaram a necessidade de maior organização, definição de objetivos comuns e compromisso genuíno com os interesses da população, para que a sociedade civil consiga exercer um papel mais forte e consistente na transformação social do país.
Na apresentação esteve, Ruth Francisco.
O compromisso está marcado para todos os sábados das 17h às 18h na 91.0 FM Rádio Despertar.
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